Ranking aponta os cofrinhos digitais mais vantajosos para reserva de emergência

Um levantamento recente examinou dez cofrinhos, caixinhas e porquinhos de bancos tradicionais e instituições digitais brasileiras. O estudo avaliou rentabilidade, limites de aplicação, garantias (FGC ou Tesouro Nacional), regras de movimentação e eventuais condições que possam reduzir o ganho do investidor. A análise focou em identificar quais produtos realmente se destacam como alternativas para reserva de emergência.

Aplicativo de banco digital no celular
Imagem ilustrativa de aplicativo financeiro. Foto: Unsplash

O que são cofrinhos, caixinhas e porquinhos

Esses nomes descrevem produtos de renda fixa acessíveis diretamente nos aplicativos das instituições financeiras. Entre suas características principais estão a interface simples, a possibilidade de criar metas específicas, liquidez diária na maioria dos casos e comunicação focada em reserva de emergência.

Metodologia do estudo

A classificação levou em conta cinco critérios:

  • Rentabilidade: de 30% a 121% do CDI.
  • Limites de aplicação: variando de R$ 5 mil a valores sem teto declarado.
  • Garantia: proteção do FGC ou do Tesouro Nacional.
  • Liquidez: possibilidade de resgate diário.
  • Condições adicionais: exigências de movimentação ou assinatura que impactam o retorno.

CDI, Selic e garantias

O CDI é a principal referência para investimentos de renda fixa pós-fixados. Quando um cofrinho promete 100% do CDI, significa que acompanhará essa taxa. A Selic, definida pelo Banco Central, determina a tendência dos juros na economia e costuma ficar levemente acima do CDI.

Quanto às garantias, os produtos analisados se dividem em duas categorias:

  • CDBs ou RDBs cobertos pelo FGC – até R$ 250 mil por instituição e limite global de R$ 1 milhão por CPF a cada quatro anos.
  • Aplicações em títulos públicos federais – sem FGC, mas com respaldo do Tesouro Nacional.

Ranking completo: do menos atraente ao mais vantajoso

  1. Porquinho Dia a Dia – Banco Inter
    Rentabilidade: 80% do CDI
    Liquidez: diária
    Garantia: FGC
    Limite: sem teto específico
    Destaque negativo: rendimento abaixo de 100% do CDI.
  2. Cofrinho – PagBank
    Rentabilidade: 30% do CDI até 1 ano; 100% do CDI entre 12 e 18 meses; 130% do CDI entre 18 e 24 meses
    Liquidez: diária (com perda de rendimento em resgates antecipados)
    Garantia: FGC
    Limite: R$ 10 mil
    Observação: faixa de 130% do CDI exige permanência mínima de 18 meses.
  3. Cofrinho – Banco do Brasil
    Estrutura: fundo de renda fixa simples
    Taxa de administração: ~0,5% a.a.
    Rentabilidade observada: ~97% do CDI
    Liquidez: diária
    Garantia: não tem FGC (por ser fundo)
    Limite: sem teto
    Comentário: taxa de administração reduz competitividade.
  4. Cofrinho – Itaú
    Rentabilidade: 100% do CDI
    Liquidez: diária
    Garantia: FGC
    Limite: sem teto
    Proposta: solução padrão para reserva de emergência.
  5. Cofrinho normal – PicPay
    Rentabilidade: 102% do CDI
    Liquidez: diária
    Garantia: FGC
    Limite: não informado
    Vantagem: remuneração acima de 100% do CDI sem requisitos extras.
  6. Caixinha normal – Nubank
    Rentabilidade: 100% do CDI
    Produto: RDB com FGC
    Liquidez: diária
    Limite: sem teto
    Diferencial: criação de múltiplas caixinhas por objetivo.
  7. Caixinha Turbo – Nubank
    Rentabilidade: 115% do CDI (cliente padrão) ou 120% do CDI (cliente premium)
    Liquidez: diária
    Garantia: FGC
    Limite: R$ 5 mil (padrão) ou R$ 10 mil (premium)
    Requisito para 115%: movimentar cerca de R$ 900 mensais na conta Nubank.
  8. Cofrinho – Mercado Pago
    Rentabilidade: 120% do CDI
    Aplicação: títulos públicos federais
    Liquidez: diária
    Garantia: Tesouro Nacional
    Limite: R$ 5 mil (padrão) ou R$ 10 mil (clientes Meli+ ou com movimentação ≥ R$ 1.000/mês).
  9. Cofrinho Turbinado – PicPay
    Rentabilidade: 121% do CDI
    Liquidez: diária
    Garantia: FGC
    Limite: R$ 10 mil
    Requisitos: assinatura PicPay+ ou movimentação de ~R$ 999 por mês e chave Pix cadastrada.
    Posição: primeiro lugar em rentabilidade.

Simulação de rendimento em 12 meses

A título ilustrativo, a rentabilidade acumulada de R$ 1.000 por 12 meses (desconsiderando impostos) resultaria nos valores aproximados:

  • Porquinho Dia a Dia – Inter (80% do CDI): R$ 1.111,92
  • Cofrinho – PagBank (30% do CDI): R$ 1.045,00
  • Cofrinho – Banco do Brasil (~97% do CDI): R$ 1.145,00
  • Cofrinho – Itaú / Caixinha normal Nubank (100% do CDI): R$ 1.149,00
  • Cofrinho normal – PicPay (102% do CDI): R$ 1.151,98
  • Caixinha Turbo – Nubank (115% do CDI): R$ 1.171,35
  • Cofrinho – Mercado Pago (120% do CDI): R$ 1.178,80
  • Cofrinho Turbinado – PicPay (121% do CDI): R$ 1.180,29

Critérios para escolher um cofrinho de reserva

De acordo com o estudo, os produtos se mostram adequados quando incluem:

  • Liquidez diária, permitindo resgates imediatos.
  • Rentabilidade de pelo menos 100% do CDI.
  • Garantia clara – FGC ou Tesouro Nacional.
  • Ausência de carência que reduza ganhos em resgates antes de 12 meses.
  • Limites compatíveis com o tamanho da reserva, respeitando a proteção do FGC.

Diversificar entre instituições também ajuda a diluir o risco dentro dos limites de cobertura disponíveis.

Cofrinho ao lado de moeda
Ilustração de poupança emergencial. Foto: Unsplash

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Perguntas frequentes (FAQ)

Qual cofrinho rende mais hoje?
O Cofrinho Turbinado do PicPay lidera o ranking, oferecendo 121% do CDI, sujeito a requisitos de movimentação ou assinatura.

Todos os cofrinhos têm proteção do FGC?
Não. Produtos lastreados em títulos públicos, como o cofrinho do Mercado Pago, não contam com FGC, mas têm a garantia do Tesouro Nacional.

Posso resgatar o dinheiro a qualquer momento?
A maioria permite resgate diário. Contudo, no Cofrinho do PagBank o rendimento cai drasticamente se o saque ocorrer antes de 12 meses.

Qual o limite de aplicação seguro em cada instituição?
Para produtos com FGC, o limite de cobertura é de R$ 250 mil por instituição, até R$ 1 milhão por CPF em quatro anos. Nos cofrinhos com títulos públicos, o risco é soberano e não há limite de garantia.

Vale a pena ter mais de um cofrinho?
A diversificação em diferentes bancos reduz a concentração de risco e mantém a aplicação dentro dos limites de proteção.

Última atualização: levantamento divulgado recentemente, sem data específica informada.

Com informações de A Revista

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