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Sexta-feira, 11 de setembro de 202621:13
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Black Friday: veja quais golpes mais se repetem e como se proteger antes de finalizar a compra

Black Friday: veja quais golpes mais se repetem e como se proteger antes de finalizar a compra

Consumidor realizando compra online durante a Black Friday

A proximidade da Black Friday, famosa pelos descontos agressivos em lojas físicas e virtuais, costuma criar um ambiente perfeito para golpes financeiros. Criminosos sabem que a pressa e a alta expectativa dos compradores abrem brechas valiosas. Dados de uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada em agosto de 2023, mostram que um em cada três brasileiros sofreu algum tipo de fraude financeira nos 12 meses anteriores. O prejuízo somado chegou a impressionantes R$ 111,9 milhões, revelando o tamanho do desafio que a segurança digital representa para o bolso do cidadão comum. Para quem está montando o planejamento financeiro do ano, vale inclusive conferir dicas sobre cartões de crédito para iniciantes e entender quais ferramentas ajudam a blindar as contas contra imprevistos.

Especialistas da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) alertam para táticas cada vez mais sofisticadas. Isso inclui o envio de links maliciosos de phishing, a fabricação de contagens regressivas enganosas, o uso de inteligência artificial para simular rostos conhecidos e a criação de falsas centrais de atendimento. O que antes parecia um ataque isolado ganhou estrutura profissional. Hoje, quadrilhas inteiras combinam engenharia social, coleta intensiva de dados e táticas de persuasão que imitatam perfeitamente a abordagem de empresas legítimas.

Principais golpes detectados na Black Friday

1. Promoção com contagem regressiva

Nesse cenário, o consumidor se depara com uma oferta irrecusável — como um smartwatch de R$ 400 vendido pela metade do preço — acompanhada por um cronômetro implacável de poucos minutos. Essa falsa urgência mexe com a emoção e induz o pagamento impulsivo, facilitando o roubo de dados pessoais ou financeiros. A recomendação da ABBC é simples: feche a aba suspeita, abra o navegador e digite o endereço oficial da loja ou utilize o aplicativo baixado diretamente na Google Play ou App Store.

2. Indicação de novos clientes

A promessa de um superdesconto vem acompanhada de uma exigência curiosa: o usuário precisa compartilhar um link promocional com vários amigos para liberar a oferta. Trata-se de uma armadilha clássica de phishing em cadeia, muitas vezes recheada de malwares. Além disso, criminosos adoram clonar páginas de grandes varejistas, técnica conhecida como spoofing, para capturar senhas e informações confidencialemrnte.

3. Celebridades falsas com inteligência artificial

Rolar o feed das redes sociais e dar de cara com um rosto famoso anunciando uma liquidação inédita virou rotina. O problema é que, em muitos casos, tanto a voz quanto a imagem foram geradas por inteligência artificial para dar credibilidade a um site pirata. Se a oferta não aparece nos canais oficiais da marca ou da própria personalidade, desconfie na hora e denuncie a publicação.

4. Falsa central de atendimento

O golpe do falso atendente ganha força máxima no fim do ano. Um suposto funcionário do banco liga ou envia mensagem alertando sobre uma compra suspeita e pede dados confidenciais para “cancelar” a operação. Vale lembrar que as instituições financeiras nunca solicitam senhas, códigos de validação ou transferências de teste por telefone, WhatsApp ou SMS. Na dúvida, desligue e busque o canal oficial de atendimento do seu banco.

Dez verificações essenciais antes de comprar

A professora Joyce Lira, especialista em Direito do Consumidor da Universidade Veiga de Almeida (UVA), relaciona cuidados indispensáveis para transações online:

  1. Conferir domínio e URL.
  2. Buscar o cadeado HTTPS.
  3. Verificar selos de segurança.
  4. Consultar o nome da loja no Reclame Aqui.
  5. Pesquisar ações judiciais nos tribunais.
  6. Checar a idade do domínio via Whois.
  7. Usar a ferramenta “Posso Confiar”.
  8. Localizar CNPJ, razão social e canais de contato.
  9. Ler a política de troca e devolução.
  10. Avaliar meios de pagamento disponíveis.

Cautela redobrada em redes sociais e marketplaces

Plataformas como Instagram e Facebook funcionam como vitrines atrativas, mas também abrigam perfis falsos. Preços absurdamente abaixo do mercado devem acender um sinal de alerta imediato. É fundamental checar comentários de outros compradores, a reputação do lojista e a clareza sobre os detalhes do produto. Ao negociar diretamente com pessoas físicas, compartilhe apenas os dados estritamente necessários e dê preferência ao uso de um cartão virtual.

Registro de toda a transação

Guardar histórico de conversas, comprovantes de pagamento e capturas de tela é uma precaução valiosa caso seja preciso acionar a loja ou buscar reparação na justiça. Como pontua a especialista, negociar com empresas sólidas e de boa reputação traz maior segurança jurídica; afinal, ganhar uma causa na justiça sem conseguir reaver o dinheiro não resolve o problema do prejuízo sofrido.

Imagem ilustrativa sobre segurança digital e proteção de dados

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Perguntas frequentes (FAQ)

Como saber se um site é seguro para comprar?

Cheque se há cadeado HTTPS, verifique a URL digitando manualmente o endereço e confirme a presença de CNPJ, razão social e canais de contato visíveis.

Promoções com 70% ou 80% de desconto são sempre golpe?

Descontos elevados exigem atenção. Antes de concluir a compra, compare preços em outros sites, busque o histórico do produto e observe se a oferta aparece nos meios oficiais do varejista.

Recebi ligação do “banco” pedindo minha senha. O que fazer?

Desligue imediatamente. Bancos não solicitam senhas ou códigos de autenticação por telefone, WhatsApp ou SMS. Contate o canal oficial da instituição e reporte o número.

Compartilhar link com amigos para ativar desconto é confiável?

Geralmente não. Essa prática é típica de phishing em cadeia que pode instalar malware e roubar seus dados.

Posso confiar em anúncios com celebridade famosa falando de desconto?

Verifique se a promoção é citada nos perfis oficiais da marca ou da celebridade. Ausência de confirmação indica grande chance de fraude.

Qual a melhor forma de pagamento na Black Friday?

Cartão virtual ou plataformas de pagamento reconhecidas oferecem camadas extras de segurança e permitem contestação em caso de golpe.

O que fazer se eu cair em fraude?

Registre boletim de ocorrência, contate imediatamente a instituição financeira e reúna todas as provas — conversas, recibos, capturas de tela e e-mails.

Ao seguir essas recomendações e manter atenção redobrada, o consumidor reduz significativamente o risco de prejuízos durante o período de maiores promoções do varejo.

Com informações de borainvestir.b3.com.br

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Você já passou por algum susto ou tentativa de golpe ao comprar online? Conta aqui nos comentários qual estratégia usa para se proteger!

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Escrito por

Jonas

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