Black Friday: veja quais golpes mais se repetem e como se proteger antes de finalizar a compra

A proximidade da Black Friday, famosa pelos descontos agressivos em lojas físicas e virtuais, costuma criar um ambiente perfeito para golpes financeiros. Criminosos sabem que a pressa e a alta expectativa dos compradores abrem brechas valiosas. Dados de uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada em agosto de 2023, mostram que um em cada três brasileiros sofreu algum tipo de fraude financeira nos 12 meses anteriores. O prejuízo somado chegou a impressionantes R$ 111,9 milhões, revelando o tamanho do desafio que a segurança digital representa para o bolso do cidadão comum. Para quem está montando o planejamento financeiro do ano, vale inclusive conferir dicas sobre cartões de crédito para iniciantes e entender quais ferramentas ajudam a blindar as contas contra imprevistos.
Especialistas da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) alertam para táticas cada vez mais sofisticadas. Isso inclui o envio de links maliciosos de phishing, a fabricação de contagens regressivas enganosas, o uso de inteligência artificial para simular rostos conhecidos e a criação de falsas centrais de atendimento. O que antes parecia um ataque isolado ganhou estrutura profissional. Hoje, quadrilhas inteiras combinam engenharia social, coleta intensiva de dados e táticas de persuasão que imitatam perfeitamente a abordagem de empresas legítimas.
Principais golpes detectados na Black Friday
1. Promoção com contagem regressiva
Nesse cenário, o consumidor se depara com uma oferta irrecusável — como um smartwatch de R$ 400 vendido pela metade do preço — acompanhada por um cronômetro implacável de poucos minutos. Essa falsa urgência mexe com a emoção e induz o pagamento impulsivo, facilitando o roubo de dados pessoais ou financeiros. A recomendação da ABBC é simples: feche a aba suspeita, abra o navegador e digite o endereço oficial da loja ou utilize o aplicativo baixado diretamente na Google Play ou App Store.
2. Indicação de novos clientes
A promessa de um superdesconto vem acompanhada de uma exigência curiosa: o usuário precisa compartilhar um link promocional com vários amigos para liberar a oferta. Trata-se de uma armadilha clássica de phishing em cadeia, muitas vezes recheada de malwares. Além disso, criminosos adoram clonar páginas de grandes varejistas, técnica conhecida como spoofing, para capturar senhas e informações confidencialemrnte.
3. Celebridades falsas com inteligência artificial
Rolar o feed das redes sociais e dar de cara com um rosto famoso anunciando uma liquidação inédita virou rotina. O problema é que, em muitos casos, tanto a voz quanto a imagem foram geradas por inteligência artificial para dar credibilidade a um site pirata. Se a oferta não aparece nos canais oficiais da marca ou da própria personalidade, desconfie na hora e denuncie a publicação.
4. Falsa central de atendimento
O golpe do falso atendente ganha força máxima no fim do ano. Um suposto funcionário do banco liga ou envia mensagem alertando sobre uma compra suspeita e pede dados confidenciais para “cancelar” a operação. Vale lembrar que as instituições financeiras nunca solicitam senhas, códigos de validação ou transferências de teste por telefone, WhatsApp ou SMS. Na dúvida, desligue e busque o canal oficial de atendimento do seu banco.
Dez verificações essenciais antes de comprar
A professora Joyce Lira, especialista em Direito do Consumidor da Universidade Veiga de Almeida (UVA), relaciona cuidados indispensáveis para transações online:
- Conferir domínio e URL.
- Buscar o cadeado HTTPS.
- Verificar selos de segurança.
- Consultar o nome da loja no Reclame Aqui.
- Pesquisar ações judiciais nos tribunais.
- Checar a idade do domínio via Whois.
- Usar a ferramenta “Posso Confiar”.
- Localizar CNPJ, razão social e canais de contato.
- Ler a política de troca e devolução.
- Avaliar meios de pagamento disponíveis.
Cautela redobrada em redes sociais e marketplaces
Plataformas como Instagram e Facebook funcionam como vitrines atrativas, mas também abrigam perfis falsos. Preços absurdamente abaixo do mercado devem acender um sinal de alerta imediato. É fundamental checar comentários de outros compradores, a reputação do lojista e a clareza sobre os detalhes do produto. Ao negociar diretamente com pessoas físicas, compartilhe apenas os dados estritamente necessários e dê preferência ao uso de um cartão virtual.
Registro de toda a transação
Guardar histórico de conversas, comprovantes de pagamento e capturas de tela é uma precaução valiosa caso seja preciso acionar a loja ou buscar reparação na justiça. Como pontua a especialista, negociar com empresas sólidas e de boa reputação traz maior segurança jurídica; afinal, ganhar uma causa na justiça sem conseguir reaver o dinheiro não resolve o problema do prejuízo sofrido.
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Imagem: Internet
Perguntas frequentes (FAQ)
Como saber se um site é seguro para comprar?
Cheque se há cadeado HTTPS, verifique a URL digitando manualmente o endereço e confirme a presença de CNPJ, razão social e canais de contato visíveis.
Promoções com 70% ou 80% de desconto são sempre golpe?
Descontos elevados exigem atenção. Antes de concluir a compra, compare preços em outros sites, busque o histórico do produto e observe se a oferta aparece nos meios oficiais do varejista.
Recebi ligação do “banco” pedindo minha senha. O que fazer?
Desligue imediatamente. Bancos não solicitam senhas ou códigos de autenticação por telefone, WhatsApp ou SMS. Contate o canal oficial da instituição e reporte o número.
Compartilhar link com amigos para ativar desconto é confiável?
Geralmente não. Essa prática é típica de phishing em cadeia que pode instalar malware e roubar seus dados.
Posso confiar em anúncios com celebridade famosa falando de desconto?
Verifique se a promoção é citada nos perfis oficiais da marca ou da celebridade. Ausência de confirmação indica grande chance de fraude.
Qual a melhor forma de pagamento na Black Friday?
Cartão virtual ou plataformas de pagamento reconhecidas oferecem camadas extras de segurança e permitem contestação em caso de golpe.
O que fazer se eu cair em fraude?
Registre boletim de ocorrência, contate imediatamente a instituição financeira e reúna todas as provas — conversas, recibos, capturas de tela e e-mails.
Ao seguir essas recomendações e manter atenção redobrada, o consumidor reduz significativamente o risco de prejuízos durante o período de maiores promoções do varejo.
Com informações de borainvestir.b3.com.br
Você já passou por algum susto ou tentativa de golpe ao comprar online? Conta aqui nos comentários qual estratégia usa para se proteger!
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