Maioria dos brasileiros vive no limite financeiro e recorre a crédito, aponta pesquisa do Banco Inter

São Paulo – Uma pesquisa recente realizada pelo Banco Inter em parceria com a consultoria Consumoteca escancara um retrato delicado da realidade financeira no país: menos de 30% dos entrevistados conseguem manter as contas em dia, enquanto apenas 23% afirmam guardar dinheiro de forma regular.
Batizado de “Acrobacia Financeira”, o levantamento reflete o cotidiano de quem vive na corda bamba, sempre a um passo de um imprevisto que desalinhe todo o planejamento. Essa vulnerabilidade ajuda a explicar a alta procura por dinheiro emprestado: nada menos que 60% dos brasileiros recorreram a empréstimos, cartões ou financiamentos ao longo do período analisado.
Pedido de crédito é frequente, mas falta transparência
Quem tenta buscar uma injeção de recursos no mercado costuma esbarrar em barreiras frustrantes. Metade dos consumidores que solicitaram crédito enfrentou ao menos uma negativa sem receber explicações claras. Para piorar, apenas 17% afirmam compreender de fato quais critérios as instituições utilizam para aprovar ou recusar o dinheiro. Três em cada cinco participantes criticam a opacidade do processo, exigindo que os bancos abram o jogo sobre análise de risco e pontuação.
Educação financeira esbarra em falta de tempo e estresse
Embora quase todo mundo reconheça o valor de aprender a gerenciar o próprio orçamento, o dia a dia costuma sabotar essa intenção. Os maiores vilões são a falta de tempo e o esgotamento mental. Conforme aponta Gabriela Mello, líder de insights da Consumoteca, quem passa o mês inteiro preocupado em quitar contas básicas dificilmente encontra energia ou espaço para maratonar cursos e leituras sobre investimentos — assunto que você pode aprofundar conferindo nossas dicas sobre cartões de crédito para score baixo se precisar reestruturar suas finanças.
Soluções de curto prazo predominam
Para apagar os incêndios do dia a dia, a saída mais comum acaba sendo o parcelamento de faturas, o uso do Pix parcelado, o adiamento de pagamentos ou o cheque especial. O problema é que essas alternativas funcionam como uma armadilha, encarecendo a dívida rapidamente, sobretudo quando o saldo devedor entra no famigerado rotativo do cartão, cujas taxas ultrapassam facilmente os 15% ao mês.
Estresse financeiro atinge nível máximo entre famílias no limite
A pressão psicológica acompanha cada centavo que falta no fim do mês. A necessidade constante de rolar dívidas e os juros acumulados formam um ciclo exaustivo que corrói a saúde mental, impedindo qualquer perspectiva real de construir estabilidade a longo prazo.
Foco do Banco Inter em linhas de crédito mais baratas
Diante desse cenário desafiador, o Banco Inter buscou ajustar a rota e apostar em modalidades com taxas mais acessíveis. A instituição projetava encerrar aquele ano expandindo sua carteira de crédito em ritmo acelerado, três vezes acima da média do mercado, conforme pontuou Alexandre Riccio, CEO da instituição no Brasil.
As principais frentes de atuação incluem:
- Home equity;
- Financiamento imobiliário;
- Consignado privado;
- Antecipação do saque-aniversário do FGTS;
- Cartão de crédito, que movimenta bilhões anualmente.
Novo serviço explica negativa de crédito dentro do aplicativo
Tentando remediar a insatisfação com a falta de clareza, o banco desenvolveu um recurso interno para esclarecer os motivos por trás de cada recusa diretamente na tela do celular. A ferramenta ainda traz orientações práticas sobre como ajustar os hábitos para melhorar a pontuação, traduzindo termos técnicos para uma linguagem acessível, conforme detalha Mauro Rangel, diretor de Crédito e Recuperação.
Palavras-chave mais buscadas sobre o tema
O conteúdo desta reportagem contempla termos com alto volume de pesquisa diária, como “educação financeira”, “inadimplência”, “cartão de crédito rotativo”, “juros do cheque especial”, “como melhorar score de crédito”, “como sair das dívidas” e “planejamento financeiro pessoal”.

Imagem: Internet
FAQ – Perguntas frequentes
1. Qual é o principal dado da pesquisa?
Menos de 30% dos brasileiros afirmam estar com as contas em dia e só 23% conseguem economizar regularmente.
2. Por que tantos pedidos de crédito são negados?
Segundo o estudo, metade das solicitações foi recusada e apenas 17% dos consumidores entendem os critérios de avaliação, evidenciando uma forte falta de transparência no setor.
3. Como o Banco Inter pretende aumentar a clareza no processo?
A instituição passou a informar no aplicativo os motivos específicos da recusa, além de sugerir passos para aprimorar o perfil financeiro do usuário.
4. Quais linhas de crédito têm juros mais baixos?
Entre as opções destacadas estão home equity, financiamento imobiliário, consignado privado e antecipação de FGTS, cujas taxas costumam ser bem menores que as do rotativo.
5. O que impede o avanço da educação financeira?
Os principais empecilhos relatados são a escassez de tempo, o excesso de estresse e a urgência em resolver despesas cotidianas.
Imagens
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Com informações de InfoMoney
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