Dólar fecha em R$ 5,3606 e avança 0,47% no Brasil, contrariando queda global da moeda

Notas de dólar

O dólar comercial encerrou a sessão de segunda-feira, 1.º de dezembro de 2025, cotado a R$ 5,3606 na venda, alta de 0,47% no comparativo diário. O movimento ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana recuou frente à maioria das principais divisas. No acumulado do ano, entretanto, o dólar ainda exibe depreciação de 13,24% perante o real.

Negociação no mercado futuro

Às 17h02, o contrato de dólar futuro para janeiro de 2026 – o mais líquido na B3 – avançava 0,42%, negociado a R$ 5,3930. Na sexta-feira anterior, 28 de novembro, o dólar à vista havia encerrado a sessão a R$ 5,3353, baixa de 0,31%, configurando, portanto, reversão de sinal neste início de semana.

Oscilação intradiária

No decorrer do pregão doméstico, a divisa ensaiou acompanhar o viés negativo observado lá fora, mas passou a subir ainda na parte da manhã. A mínima do dia foi registrada às 9h14, em R$ 5,3274 (queda de 0,15%), enquanto a máxima ocorreu às 16h33, em R$ 5,3626 (alta de 0,51%).

Fatores apontados pelo mercado

Profissionais de câmbio ressaltaram três vetores para a valorização local:

  • monitoramento de questões domésticas, sobretudo ligadas ao equilíbrio fiscal;
  • fluxo sazonal de saída típico de dezembro, quando empresas e fundos remetem dólares ao exterior;
  • realização de lucros de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira, o que reduz entradas de capital.

“Estamos na contramão do exterior hoje, diferentemente dos últimos pregões, quando o alinhamento era evidente”, observou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, durante a tarde.

Cenário externo

No ambiente internacional, o dólar depreciou-se diante de várias moedas, com destaque para o recuo frente ao iene. O movimento ganhou força após o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, indicar que as condições estão se alinhando para um possível aumento de juros no país asiático.

Às 17h05, o índice DXY – que compara o dólar a seis divisas fortes – cedia 0,03%, aos 99,412 pontos. No mesmo horário, a moeda norte-americana perdia 0,45% frente ao iene, negociada a 155,45 ienes.

Declarações de Galípolo

Pela manhã, os agentes acompanharam a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento promovido pela XP Investimentos, em São Paulo. O dirigente reforçou que o BC mantém, “há algum tempo”, o termo “bastante” em suas comunicações ao defender uma Selic restritiva por período prolongado. Galípolo sublinhou que esse prazo não é reiniciado a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Já nos Estados Unidos, a taxa de juros situa-se entre 3,75% e 4,00%, com expectativa, segundo o mercado, de novo corte na próxima semana. A diferença de juros entre Brasil e EUA tem sido citada por participantes do câmbio como um atrativo para entrada de capital, contribuindo para conter pressões no preço do dólar.

Boletim Focus e operações do BC

O Boletim Focus, divulgado mais cedo, mostrou manutenção da projeção de Selic em 15% ao fim de 2025 e em 12% para dezembro de 2026. Para o câmbio, o documento apontou dólar a R$ 5,40 ao término de 2025 e a R$ 5,50 no fechamento de 2026.

No fim da manhã, o Banco Central realizou a rolagem de 50 000 contratos de swap cambial tradicional, referentes ao vencimento de 2 de janeiro de 2026.

Painel de cotações em bolsa de valores

Fluxos de fim de ano e equilíbrio fiscal

Um operador ouvido pela Reuters mencionou que o fluxo típico de dezembro, quando companhias e fundos enviam recursos ao exterior, somou-se ao receio com a pauta fiscal brasileira, reforçando a demanda por dólar apesar do ambiente externo mais favorável. A preocupação com eventuais impactos no equilíbrio das contas públicas mantém os investidores atentos às decisões em Brasília.

Resumo dos principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,3606 (+0,47%)
  • Dólar futuro (jan/26): R$ 5,3930 (+0,42%)
  • Mínima intradiária: R$ 5,3274
  • Máxima intradiária: R$ 5,3626
  • Acumulado em 2025: ‑13,24%
  • Selic: 15% ao ano
  • Juros EUA: 3,75% – 4,00%
  • DXY: 99,412 (-0,03%)
  • Dólar / iene: 155,45 (-0,45%)

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual foi o valor de fechamento do dólar à vista?

O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,3606 na venda.

Quanto o dólar subiu nesta sessão?

Houve valorização de 0,47% em relação ao fechamento anterior.

Dólar fecha em R$ 5,3606 e avança 0,47% no Brasil, contrariando queda global da moeda - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Por que o dólar subiu no Brasil se caiu no exterior?

Profissionais do mercado atribuíram o movimento inverso a três fatores: saída sazonal de recursos em dezembro, atenção renovada ao cenário fiscal doméstico e realização de lucros de investidores estrangeiros na bolsa.

Quais foram os pontos mínimos e máximos do dia?

A mínima foi de R$ 5,3274 às 9h14, e a máxima, de R$ 5,3626 às 16h33.

Como está a diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos?

A taxa Selic permanece em 15% ao ano, enquanto os Fed Funds estão na faixa de 3,75% a 4,00%.

Que projeções o Boletim Focus trouxe para o dólar?

O mercado manteve a estimativa de R$ 5,40 para o fim de 2025 e R$ 5,50 para o encerramento de 2026.

Qual volume de swaps cambiais o BC rolou hoje?

Foram ofertados e colocados 50 000 contratos de swap cambial tradicional.

O que disse Gabriel Galípolo sobre a política monetária?

O presidente do Banco Central reiterou que o termo “bastante”, usado nas comunicações oficiais, indica manutenção da Selic em nível restritivo por período prolongado, e que esse horizonte não é reiniciado a cada reunião do Copom.

Sede de banco central

As negociações de hoje consolidam um início de mês marcado por volatilidade no câmbio doméstico, em meio à combinação de fatores sazonais e agenda local intensa, enquanto o cenário externo segue monitorando sinais de política monetária em diferentes economias desenvolvidas.

Com informações de InfoMoney

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