Xiaomi lançará celulares com aplicativo da Sei para pagamentos instantâneos em stablecoins

A Xiaomi passará a entregar seus próximos smartphones com um aplicativo financeiro nativo, desenvolvido pela blockchain Sei, que permitirá pagamentos em stablecoins logo após a retirada do dispositivo da caixa. O anúncio foi feito pela Sei Labs nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, e representa a primeira vez que uma grande fabricante global de telefones incorpora uma solução de cripto diretamente no sistema operacional.

Quem está envolvido

A iniciativa reúne duas companhias com forte presença em seus setores:

  • Xiaomi – terceira maior vendedora de smartphones do mundo, com 168 milhões de unidades comercializadas em 2024, equivalentes a 13% do mercado global.
  • Sei Labs – responsável pela blockchain de primeira camada Sei Network e emissora do token SEI. A rede é conhecida pela alta velocidade de processamento e baixa latência para transações financeiras.

O que será disponibilizado

O aplicativo da Sei oferecerá as seguintes funcionalidades já instaladas de fábrica:

  • Pagamentos peer-to-peer (P2P) em stablecoins, como USDC;
  • Acesso direto a dApps (aplicativos descentralizados) da Web3;
  • Possibilidade de compras em stablecoin de produtos Xiaomi;
  • Integração de login por Google ID e Xiaomi ID para facilitar a experiência do usuário;
  • Camada de segurança baseada em computação multipartidária, que realiza operações criptográficas sem revelar dados sensíveis.

Quando e onde será lançado

De acordo com a nota oficial, o software virá pré-instalado em todos os novos smartphones Xiaomi vendidos fora da China continental e dos Estados Unidos. O cronograma de liberação das funções de pagamento começa no segundo trimestre de 2026, com foco inicial em Hong Kong e na União Europeia.

Como funciona o aplicativo

O app aproveita a infraestrutura de alta performance da Sei Network para registrar transações quase instantâneas. Na prática, o usuário:

  1. Seleciona uma stablecoin suportada (ex.: USDC);
  2. Informa o endereço ou QR Code do destinatário;
  3. Confirma a operação via autenticação no próprio aparelho;
  4. Vê a transferência finalizada em segundos, registrada em blockchain.

A exigência de baixar carteiras externas deixa de existir, reduzindo barreiras para quem ainda não está familiarizado com criptoativos.

Por que a parceria é relevante

Ao embarcar recursos de Web3 diretamente no hardware, a Xiaomi muda o modelo tradicional de adoção — que dependia de usuários buscarem aplicativos na loja digital — e oferece acesso nativo a pagamentos descentralizados. Para a Sei, a estratégia amplia a distribuição de sua blockchain para uma base potencial de centenas de milhões de pessoas, reforçando a posição da rede como uma das mais rápidas para uso em escala.

Mercados prioritários e participação global

O lançamento privilegiará regiões onde a combinação de smartphones e criptomoedas já é forte:

  • Europa – em especial países da zona do euro, que contam com regulamentações mais claras para ativos digitais;
  • América Latina – mercados como Brasil, México e Argentina apresentam alto volume de transações em stablecoins para remessas e proteção contra inflação;
  • Sudeste Asiático – Filipinas, Vietnã e Indonésia são polos de adoção de blockchain;
  • África – Nigéria e África do Sul despontam no uso de stablecoins para inclusão financeira.

Detalhes técnicos de segurança

A integração utilizará computação multipartidária (MPC), metodologia criptográfica que permite a diferentes participantes calcular uma função sem expor suas chaves privadas. Isso significa que a autenticação das transações ocorre de forma distribuída, reduzindo riscos de ataques ao dispositivo ou ao servidor.

Programa de incentivo

A Sei Labs também anunciou um Programa Global de Inovação Móvel de US$ 5 milhões. O objetivo é incentivar desenvolvedores a criar aplicativos que explorem o potencial da blockchain em dispositivos de consumo, acelerando casos de uso do mundo real.

Perspectiva de distribuição

Com 168 milhões de smartphones comercializados em 2024, a Xiaomi oferece à Sei uma vitrine que nenhuma outra blockchain de primeira camada possui atualmente. A integração direta transforma o aparelho em uma carteira cripto padrão, eliminando processos de onboarding demorados e complexos.

Principais números do anúncio

  • Data do comunicado: 10 de dezembro de 2025;
  • Lançamento das funções de pagamento: até o segundo trimestre de 2026;
  • Número de smartphones Xiaomi vendidos em 2024: 168 milhões;
  • Participação de mercado global da Xiaomi em 2024: 13%;
  • Valor do fundo de inovação: US$ 5 milhões.

FAQ — Perguntas frequentes

1. O que são stablecoins?

Stablecoins são criptomoedas cujo valor é atrelado a um ativo estável, como o dólar americano. No caso do aplicativo da Sei, USDC é um dos tokens suportados.

2. Preciso criar uma carteira extra para usar o app da Sei?

Não. O software já vem instalado e aproveita o login por Google ID ou Xiaomi ID, dispensando configurações adicionais.

3. Em quais países o recurso estará disponível primeiro?

Hong Kong e países da União Europeia receberão a funcionalidade de pagamentos no segundo trimestre de 2026.

4. Posso comprar produtos Xiaomi com stablecoins?

Sim. A parceria prevê pagamentos diretos em stablecoins para adquirir dispositivos e acessórios da marca.

5. Como a segurança é garantida?

A autenticação utiliza computação multipartidária, que distribui as chaves e evita que informações sensíveis sejam comprometidas.

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Imagens

Smartphone Xiaomi exibindo aplicativo de pagamentos
Representação de stablecoins em ambiente digital

Com a integração entre Xiaomi e Sei, a experiência do usuário ganha uma nova camada de praticidade, aproximando a utilização de criptomoedas do cotidiano e ampliando a adoção global de pagamentos digitais baseados em blockchain.

Com informações de Portal do Bitcoin

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