O cenário de juros elevados no Brasil, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano e o CDI próximo de 14,9%, abriu espaço para títulos de renda fixa entregarem rendimento líquido superior a 1% ao mês. Produtos como CDB, LCI, LCA e CRI ganharam destaque entre investidores que buscam segurança, previsibilidade de fluxo de caixa e, em alguns casos, isenção de imposto de renda (IR).
CDB paga 105% do CDI e garante 1,04% ao mês líquido
Os Certificados de Depósito Bancário continuam como porta de entrada para quem quer aplicar em renda fixa. Em instituições financeiras de porte médio, já existem emissões oferecendo 105% do CDI sem limite mínimo ou máximo de valor e prazos variados. Com o CDI a 14,9% ao ano, esse percentual corresponde a rendimento bruto anual de 15,64%. Após a alíquota de 15% de IR para aplicações acima de dois anos, o retorno líquido fica em 13,29% ao ano, equivalente a 1,04% ao mês.
Além da remuneração competitiva, o CDB conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Essa proteção agrada ao investidor conservador que prioriza segurança.
LCI e LCA rendem 1,10% ao mês sem cobrança de IR
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são apontadas como alternativas para elevar retorno líquido, já que não sofrem tributação de imposto de renda. Ofertas a 95% do CDI proporcionam rendimento anual aproximado de 14,15%, o que se traduz em 1,10% ao mês líquido.
Tal como o CDB, LCI e LCA também contam com a proteção do FGC, reforçando a percepção de baixo risco. A ausência de tributos e a previsibilidade de fluxo de caixa tornam esses papéis atrativos para perfis que buscam rendimento isento sem abrir mão de segurança.
CRI estruturado chega a 1,63% ao mês com garantia real
Entre os títulos que não possuem cobertura do FGC, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) estruturados ganham relevância devido a duas características:
- Retorno elevado – emissões oferecem até 100% do CDI acrescido de 6,5% ao ano, alcançando rendimento em torno de 21,5% ao ano ou 1,63% ao mês líquido, graças à isenção de IR.
- Garantia real – o papel é lastreado por um bem físico (imóvel, terreno ou empreendimento). Se o emissor não pagar, o bem pode ser executado judicialmente para quitar a obrigação.
Para analistas, esse lastro material é visto por alguns participantes de mercado como proteção até superior à do FGC, que não cobriria o colapso de um grande banco. Emissões costumam passar por avaliação de risco (ratings A, B ou C), permitindo ao investidor calibrar a relação risco x retorno.
Perfis de investidor e produtos indicados
Iniciantes: tendem a priorizar CDB, LCI e LCA pela simplicidade, cobertura do FGC e rentabilidade previsível.
Investidores intermediários: focam em LCI/LCA para aproveitar a isenção de IR e retorno acima de 1% ao mês.
Imagem: Suzana Mello
Investidores experientes: adicionam CRI estruturado para diversificar carteira e buscar ganhos superiores a 1,5% ao mês.
Pontos de atenção antes de aplicar em renda fixa
- Diversificação – manter mais de 15% do patrimônio em um único emissor aumenta risco.
- Prazo e liquidez – muitos papéis exigem carregamento até o vencimento; verifique se o capital pode ficar imobilizado.
- Análise de emissor – títulos sem FGC pedem avaliação detalhada de rating e garantia real.
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Perguntas frequentes (FAQ)
1. O que é FGC e até quanto ele cobre?
O Fundo Garantidor de Crédito protege depósitos e investimentos em renda fixa até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.
2. Por que LCI e LCA são isentas de imposto de renda?
A isenção foi criada para estimular os setores imobiliário e do agronegócio, direcionando recursos de investidores para esses segmentos da economia.
3. CRI é seguro mesmo sem FGC?
O risco é mitigado pela garantia real atrelada ao ativo imobiliário. No entanto, o investidor precisa analisar rating, qualidade do lastro e condições de execução da garantia.
Imagens de apoio
Com a Selic em patamar elevado, CDB, LCI/LCA e CRI estruturados oferecem aos investidores de renda fixa oportunidades de obter retorno superior a 1% ao mês, cada qual com nível de risco, liquidez e tributação específicos. A escolha depende do perfil, do prazo pretendido e da necessidade de diversificação da carteira.
Com informações de A Revista